A escola diante da abundância
Num mundo saturado de informação, a escola ainda ensina como se o saber fosse escasso. É hora de formar discernimento, autonomia e juízo.
Num mundo saturado de informação, a escola ainda ensina como se o saber fosse escasso. É hora de formar discernimento, autonomia e juízo.
Relatório cósmico sobre a Terra, a hipótese Gaia, o tempo e as civilizações, no qual escribas alienígenas registram o progresso, o poder e a extinção humana.
Ameríndia aborda poder, anestesia moral, vazio civilizacional, o destino recorrente dos impérios e a estranha normalização da barbárie.
Em toda cidade do interior havia um “doido”. Anos depois, talvez se descubra que Kiko, Pedro da Mala e o Cálculo não eram tão diferentes de nós.
Nas redes sociais, um duplo toma a palavra e a vida. Um conto sobre identidade, máscara, corpo em guerra e o labirinto do eu dividido.
A mitologia grega funcionou por séculos como gramática pública de sentido: explicava origens, normatizava condutas, educava na paideía e sustentava a coesão cívica. Forjada na tradição oral e fixada por Homero e Hesíodo, transformou-se no período clássico (tragédia, filosofia, mistérios), sistematizou-se no helenístico/romano e declinou como prática pública com a cristianização — migrando para literatura e artes.
Um conto sobre fragilidade civilizatória, ciência, espiritualidade e responsabilidade, ecoando o Paradoxo de Fermi e a Equação de Drake.
Num mundo tutelado por inteligências artificiais, o conforto absoluto transforma humanos em ornamentos. Uma fábula sobre vontade, representação e liberdade.
Teoria da Representação em Schopenhauer, “o mundo é minha representação”: a realidade se dá numa cena estruturada por sujeito, espaço, tempo e causalidade — chave para pensar desejo, técnica e tutela.
O “véu de māyā” designa a aparência que encobre a realidade — metáfora que Schopenhauer usa para pensar a vida como representação, sedução dos sentidos e possibilidade de despertar.
Realismo jurídico. A realidade objetiva e reiterada se impõe, silenciosamente, sobre a subjetividade dos julgadores: notas sobre cultura da vara, courtroom workgroup e a tensão entre legalidade e contexto.
Uma alegoria sobre rituais vazios, fumaça e espetáculo: quando a celebração já não marca passagem, mas apenas encena sentido.
Quinto Flaco cataloga filmes que nunca assiste. Quando seus streamings vão expirar, descobre que nenhuma lista ensina a usar o pouco tempo que resta.
Dois gêmeos se reencontram às margens de um rio depois que um deles viajou à velocidade da luz. Um conto sobre relatividade do tempo, memória e eternidade.
Numa cidade de azevinhos e espelhos, um zelador testemunha a decadência estética: a aparência vence a forma, e o sentimento substitui o pensamento.